Existe uma doença crônica na internet contemporânea: a mania de quem nada produz de julgar quem construiu impérios. Recentemente, assistimos a mais um espetáculo grandioso, uma megaprodução daquelas que entram para a história, comandada por quem nasceu para reinar. Mas, para a surpresa de absolutamente ninguém, o voo da nave incomoda quem nasceu para rastejar.
Redes sociais viraram o poleiro de uma patota de infelizes que destilam o próprio vazio em forma de preconceito etário. Comentários raivosos, críticos de plantão que não conseguem organizar a própria vida, mas acham que têm o direito divino de ditar o prazo de validade de uma estrela. A patrulha da velhice alheia atacando alguém que sempre fez o que quis, do jeito que quis, e com uma entrega que essa turminha de almanaque jamais vai saber o que é.
É de uma mediocridade sem tamanho ver pessoas que não têm absolutamente nada para oferecer ao mundo — nenhuma obra, nenhum legado, nenhum histórico — tentarem diminuir a trajetória de uma mulher que é sinônimo de cultura pop, afeto e grandiosidade. Questionar a capacidade de quem subiu a um palco com a energia e a potência de sempre, apenas por conta de um número no documento, é atestar a própria burrice e o mais puro recalque.
Quem é que ousa apontar o dedo? Olhe para o espelho dessa gente antes de abrir a boca. O que essas figuras vazias entregam? Que relevância elas têm além de destilar amargura em caixas de comentários?
O respeito ao artista deveria ser básico. Quando não se gosta, o silêncio é a atitude mais elegante — ou a única cabível para quem não tem bagagem intelectual ou artística para debater nada. Mas não: escolhem o caminho da ofensa gratuita porque a luz do outro cega quem vive na escuridão.
Xuxa Meneghel não precisa da aprovação de quem vive em cima de pregos. A majestade segue intocada, no topo, entregando arte, emoção e espetáculo. Aos críticos de plantão, resta o papel que sempre desempenharam: assistir de camarote, com a boca cheia de inveja, ao reinado eterno de quem nunca precisou pedir licença para brilhar.
Assistir a essa megaprodução foi a prova real de que o talento, a energia e a garra não têm prazo de validade. Ver uma mulher acima dos 60 anos com essa disposição incrível, entregando uma potência de show assim, é uma verdadeira aula de vitalidade. É a prova de que a maturidade lapida e traz ainda mais força à arte.






