Hoje, 14 de junho, é o Dia Mundial do Doador de Sangue. A campanha faz um apelo mundial para que mais pessoas doem sangue regularmente. A data foi instituída em 2005 pela Assembleia Mundial da Saúde como um dia especial para agradecer aos doadores e incentivar mais indivíduos a doar sangue livremente. A data foi criada em homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner, imunologista austríaco que descobriu o fator Rh e as várias diferenças entre os tipos sanguíneos.
Transfusões de sangue podem ser necessárias em cirurgias, traumatismos, sangramentos gastrointestinais e em outras diversas situações em que é preciso repor grandes perdas sanguíneas. Quando uma pessoa vai ao Banco de Sangue fazer uma doação, ela poderá ajudar a salvar até quatro vidas.
A prática é incentivada pela campanha Junho Vermelho, realizada todos os anos próximo ao período do inverno, para ajudar a manter os estoques dos hemocentros. O aumento dos quadros gripais e o próprio clima mais frio contribuem para que o número de doações diminua nesta época do ano.
Para ser um doador de sangue basta estar em boas condições de saúde e pesar mais de 50 quilos. Também é necessário ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas, estar alimentado e não ter ingerido alimentos gordurosos nas últimas três horas.
A doação de sangue pode ser feita por quem tem entre 18 e 60 anos de idade, mediante a apresentação de um documento original com foto.
Para quem tem 16 ou 17 anos, é necessário ter autorização do responsável. Já quem tem entre 60 e 69 anos precisa já ter sido doador de sangue para poder repetir o procedimento.
Em Olímpia, a Unidade de Hemoterapia fica na Rua Síria, nº 190, ao lado da Santa Casa. O atendimento é de segunda a sábado, das 7h ao meio dia. Em caso de dúvidas sobre a doação ou para mais informações, o interessado pode entrar em contato pelos telefones (17) 3281-9080 / (17) 98165-0032 (Whatsapp).
No Brasil, apenas entre 1,6% e 1,9% da população é doadora de sangue. Em países da Europa, esse índice chega a 5%. De acordo com o Ministério da Saúde, 14 em cada mil brasileiros doam sangue de forma regular nos hemocentros do Sistema Único de Saúde (SUS). Para Luiz Amorim, é muito pouco. “Nós precisaríamos, pelo menos, de 2,5% a 3%. Globalmente, o número atual é muito baixo para a complexidade da medicina do Brasil e, pelo fato de a população brasileira ser cada vez mais idosa, há maior necessidade de sangue. A gente precisa melhorar e aumentar a doação”.





