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O fenômeno e a essência: uma exclusiva com Gusttavo Lima

Há artistas que preenchem estádios, e há aqueles que ditam o ritmo de uma geração. Gusttavo Lima pertence a esse seleto grupo de ícones cuja grandiosidade vai muito além dos números recordistas ou da imponência dos palcos.
Ele é a própria tradução da autenticidade no cenário musical brasileiro — um artista que transformou talento nato em um império, sem jamais perder a essência.
​Nesta edição, trago a você, leitor, uma entrevista exclusiva e fascinante com o Embaixador. Revelamos aqui não apenas o gigante da música, mas a mente brilhante, o ser humano generoso e o visionário que conduz sua carreira com maestria ímpar.
​Meu agradecimento especial e afetuoso ao Gusttavo pelo carinho imenso com o nosso trabalho, estendendo essa gratidão a toda a sua assessoria, que foi impecável e extremamente gentil em todos os detalhes.

Qual é o maior ensinamento daquele menino de Presidente Olegário que você faz questão de preservar intacto na sua essência de hoje?
Faço questão de guardar todos os ensinamentos que meus pais me passaram. Como vocês bem sabem, vim de uma família muito humilde, mas nunca nos faltou determinação e fé para correr atrás dos nossos sonhos. Reconhecer minhas raízes e de onde vim é algo que faço questão de preservar.

O marco da consagração: 

“Balada (Boa)” transformou-se em um fenômeno global em 2011 e reescreveu a sua história nos palcos do mundo. Como você avalia, com a maturidade de quem comanda um império hoje, o peso daquele hit na sua projeção internacional?
Essa música foi, verdadeiramente, uma virada de chave na minha carreira e tem um detalhe: relutei para gravá-la, pois ela chegou de um jeito muito diferente para mim e bem na véspera do nosso DVD. Hoje, olhando para trás, posso dizer que devo muito a ela e que gravá-la mudou mesmo a minha vida.

A visão do empresário:  

Além de arrastar multidões, você se consolidou como um dos grandes empresários do meio artístico e de grandes marcas. Como você equilibra o lado executivo com a entrega visceral que o seu público exige nos palcos?
Fazer esse equilíbrio não é fácil, até porque a agenda é bastante corrida, mas, graças a Deus, tenho um time de confiança ao meu lado, tanto nos negócios quanto na parte artística, e isso faz toda a diferença e me ajuda a coordenar tudo da melhor forma.
 

O DNA sertanejo: 

As arenas e as festas de peão moldaram a sua identidade e a nossa cultura popular. Na sua visão, qual é a importância desses grandes palcos na manutenção e na renovação da nossa música?

A importância é, sem sombra de dúvidas, gigantesca! Costumo dizer que o sertanejo é um dos gêneros que melhor representa nossa cultura e a identidade do povo brasileiro e termos grandes palcos mantendo e renovando essa tradição é algo que não tem preço.

O instinto do hit: 

Com um repertório monumental que atravessa gerações — de “Inventor dos Amores” a “A Gente Fez Amor” —, qual é o seu termômetro pessoal na hora de escolher a faixa que tem o poder de parar o Brasil?
Na verdade, quando escolho uma música para um novo projeto, meu objetivo é que ela possa fazer parte da vida das pessoas. Gosto de músicas que contam histórias, coisas que acontecem na vida real. Eu fecho os olhos e imagino o público cantando aquela faixa. Se ela vai se tornar um hit ou não, é a galera que determina.
 

A balança da vida real: 

Sendo um dos artistas mais requisitados do país e dividindo sua rotina entre a estrada e o lar ao lado da Andressa e dos seus filhos, como você blinda a sua intimidade para manter o equilíbrio emocional?
Por trás de qualquer artista, temos um ser humano e não podemos nos esquecer disso. Hoje, com a internet e as redes sociais, é difícil ter uma vida mais privada, porque nos tornamos figuras públicas. Mas, acredito que é importante encontrar um equilíbrio entre estar próximo do público e preservar alguns momentos da minha vida pessoal.
 

A dinâmica do mercado: 

A indústria fonográfica mudou drasticamente com a velocidade das plataformas digitais e o consumo instantâneo. Como você enxerga a evolução do público e a forma de se fazer sucesso nos dias de hoje?
Tudo o que chega para somar é bem-vindo. Hoje, de fato, não se faz música como se fazia há 10, 20 ou 30 anos atrás. Os tempos são outros e a velocidade da entrega e do consumo é totalmente diferente. Acredito que fazer sucesso é algo bem relativo, mas que tudo que é verdadeiro sempre encontra o seu espaço.
 

Horizontes e aspirações:

Com uma carreira repleta de recordes batidos, existe algum grande projeto, seja na música ou no universo empresarial, que ainda mexe com a sua ambição e que você sonha em realizar?
Meu maior sonho sempre foi viver da música e proporcionar uma vida melhor para minha família. Graças a Deus, consegui alcançar isso e, hoje, me sinto um cara realizado, pois vivo muito além do que um dia imaginei. O que desejo, de coração, é poder continuar fazendo música, levando meu show ao país inteiro, cantando em grandes festas. Esse é o sonho que quero que nunca acabe.
 

A honra da coroa:  

Estar à frente da Festa do Peão de Barretos como o grande símbolo do evento carrega um peso histórico inegável. Como você recebe este convite para reassumir o posto de Embaixador e renovar essa parceria que mexe tanto com o coração do Brasil?

O convite foi recebido com uma felicidade enorme! Barretos é um palco que mudou minha vida e ser consagrado pela terceira vez com o título de Embaixador trouxe um filme à minha cabeça.

Essa volta à Festa do Peão de Barretos, fazendo shows nos dois finais de semana, teve um significado muito especial e não tinha como ser diferente. Foi por isso que, neste ano, eu quis viver Barretos de uma forma ainda mais intensa e levei minha mulher e meus filhos para dividir essa experiência. Ficamos em um motorhome, realizamos a nossa Cavalgada, visitamos o Hospital de Amor, assistimos ao rodeio. Foram dias que, com toda certeza, guardarei para sempre. 

O amanhã da nossa arte:

Para fecharmos com a nossa marca de exclusividade: como você enxerga o futuro da música brasileira nos próximos anos e qual é o legado definitivo que você deseja ver assinado com o seu nome nessa história?

Enxergo o futuro de forma bem positiva. A música brasileira está e continuará em constante evolução, pois vivemos em um país de enorme riqueza e diversidade cultural, com artistas que fazem trabalhos maravilhosos e que estão sempre empenhados em levar o melhor para o público.
Sobre a segunda pergunta, creio que o maior legado que um artista pode deixar é uma conexão verdadeira com seus fãs e é isso o que busco. Como disse anteriormente, meu objetivo é apresentar canções que possam fazer parte da vida das pessoas, marcando momentos especiais e trazendo emoção. Se eu puder fazer isso e, de alguma forma, inspirar novos artistas, já vou me sentir realizado.

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