A política, em sua essência mais nobre, é a arte de transformar realidades e deixar um legado duradouro nas cidades e na vida das pessoas. Ao longo dos anos, algumas lideranças conseguem marcar seu nome não apenas pelos cargos que ocupam, mas pela capacidade de escutar, planejar e realizar.
Quando olhamos para a trajetória de Fernando Cunha, é impossível não reconhecer a dedicação empregada ao serviço público. Sua jornada política é pontuada por compromissos firmados com o desenvolvimento, a gestão eficiente e a proximidade com a comunidade — pilares fundamentais para quem compreende que administrar é, antes de tudo, cuidar de gente.
Mais do que obras ou números, a marca de uma liderança se mede pela confiança construída ao longo do tempo e pela coragem de enfrentar os desafios estruturais que o futuro exige. É essa visão de futuro e o respeito à história construída que trazem Fernando Cunha ao centro de um debate essencial sobre os rumos da nossa sociedade.
A seguir, você confere uma conversa exclusiva e reveladora, onde discutimos os bastidores da política, os aprendizados da jornada e as perspectivas para o futuro.
SOBRE A TRAJETÓRIA E EXPERIÊNCIA
O legado como gestor: Olhando para o seu período como prefeito de Olímpia, qual o projeto ou transformação na cidade o senhor considera ter sido o seu maior legado para a população?
Na minha passagem pela prefeitura como prefeito de Olímpia, eu tive um olhar amplo e multidisciplinar para deixar como legado um modelo de administração desenvolvido sem concessão para qualquer tipo de desvio ou favorecimento. Uma administração que valorizou os profissionais da prefeitura e os servidores municipais. Do ponto de vista econômico, promovi o desenvolvimento do turismo, projetando Olímpia como destaque nacional.
O APRENDIZADO LEGISLATIVO
Como a sua experiência anterior como deputado estadual influencia a maneira como o senhor planeja atuar no legislativo caso seja eleito novamente?
O exercício do mandato no legislativo, em especial como deputado estadual, tem suas características, limitações e condições. E, por já ter sido deputado estadual, eu adquiri uma experiência que, claro, me capacita a poder ter um desempenho melhor do que quem ainda não teve essa experiência. Assim, eu entendo que essa experiência já me credencia a não ter que viver uma fase de aprendizado, perdendo um ano ou mais de tempo. Isso me possibilita produzir mais rápido.
TRANSIÇÃO DE FUNÇÕES
O que o senhor acredita que é a maior diferença entre atuar no Executivo (Prefeitura) e no Legislativo (Assembleia), e como essa vivência dupla beneficia o cidadão?
A maior diferença, como o próprio termo nomeia os poderes e já os define, é que o legislativo legisla e autoriza o poder executivo. Quem executa é o poder executivo. Desta forma, há uma diferença enorme, pois o executivo responde operacionalmente pelas ações da cidade, enquanto o legislativo é autorizativo. Essa é a grande diferença. E, como eu tive a oportunidade de ter sido deputado estadual e prefeito, obviamente a bagagem dessas experiências me traz o poder de somar esses dois aprendizados, essas duas vivências, para produzir mais no plano regional e para o Norte Paulista. Eu sei o que é ser prefeito, as dores das prefeituras e o que um deputado deve priorizar na busca para promover melhorias para os municípios.
DESAFIOS SUPERADOS
Durante sua carreira pública, qual foi o maior desafio que o senhor enfrentou na gestão de recursos ou projetos e qual lição tirou dele?
Não tem uma lição específica, e sim diversas lições. O administrador público deveria ter consciência e clareza de que os recursos são escassos e precisam ser geridos de forma econômica, o que conduz a ter que fazer escolhas e prioridades. Tem que ter um zelo enorme com os recursos públicos, e isso eu pratiquei. Tem que escolher prioridades, pois os recursos não dão para tudo. A saúde é uma área vital para a qualidade de vida do cidadão e precisa ter recurso para a saúde, por exemplo. O prefeito ou deputado tem que ter clareza de que os recursos não dão para fazer tudo e que precisa ter cuidado onde aplica, escolhendo as prioridades nos segmentos mais importantes.
SOBRE A CANDIDATURA E FUTURO
O que motivou o senhor a colocar seu nome novamente como candidato a deputado estadual neste momento específico da sua trajetória política?
O que me motivou foi poder contribuir com o Norte Paulista, em especial tendo como base a minha vivência, vendo as carências das cidades, dos municípios e da nossa região. Infelizmente temos uma representação legislativa precária na região. Por isso, eu me senti motivado quando convidado a participar de um movimento político maior, que é do partido em que eu participo e que é presidido pelo Gilberto Kassab.
PRIORIDADES LEGISLATIVAS
Quais serão os três pilares fundamentais ou áreas prioritárias (ex: saúde, infraestrutura, turismo, educação) que nortearão o seu mandato, caso seja eleito?
Como eu disse, não tem dinheiro para fazer tudo e é preciso fazer escolhas. Eu acredito que a saúde pública vem em primeiro lugar, já que temos carências enormes, em especial na área da média e alta complexidade, com a falta de leitos hospitalares. Essa é uma área que requer uma atenção primordial. Nós precisamos cuidar e melhorar a infraestrutura dos serviços públicos oferecidos, em especial aqueles que o estado pode e deveria suprir na nossa região e não tem feito, como a duplicação das nossas rodovias, que estão atrasadas em relação às outras regiões do estado. E olhar para cada município, dialogando com as lideranças de cada município do norte do estado, para identificar vocações econômicas. Articular junto ao governo do estado para que essas vocações de cada região, de cada município sejam estimuladas e favorecidas, para que os municípios tenham crescimento econômico e social.
PROJETOS ESTRUTURANTES
O senhor tem algum projeto ou pauta específica que já planeja apresentar na Assembleia Legislativa logo nos primeiros meses de mandato?
A Assembleia Legislativa tem um nível de autonomia para legislar muito pequeno, porque ela fica entre a legislação municipal, que os vereadores exercem, e a legislação federal, que os deputados federais exercem. Então, o espaço para um deputado estadual legislar é muito pequeno. Acho que muitos candidatos se iludem vendendo sonhos, sendo que a realidade é outra. Eu acredito muito mais no exercício do mandato como um articulador entre as necessidades e os interesses dos municípios junto ao governo do Estado.
SOBRE A REGIÃO E SEU DESENVOLVIMENTO
Qual é a sua principal bandeira ou aspiração para a nossa região, considerando as particularidades e o potencial de cada cidade que a compõe?
Tem que ter um olhar atento para cada cidade, para identificar suas maiores carências e suas vocações econômicas, e procurar articular junto ao estado para que promova o atendimento de cada cidade. Mas nós temos bandeiras regionais, como a duplicação das nossas rodovias, como a Assis Chateaubriand, a Armando Sales Oliveira. Nós temos a implantação do Aeroporto Internacional do Norte Paulista e temos também a revitalização da ferrovia para que isso dê competitividade para o transporte de cargas, dando oportunidades para nossa região no mercado nacional e internacional.
O QUE FALTA PARA PROSPERAR
Na sua visão, qual é o principal gargalo ou obstáculo que ainda impede a nossa região de alcançar um patamar de desenvolvimento ainda maior?
A nossa região fica muito distante da grande São Paulo, que concentra o crescimento econômico, e, dessa forma, nós ficamos em segundo plano, inclusive no terreno político, em que o governo do Estado olha pouco para a nossa região. E nós precisamos trazer atenção do governo com políticas públicas do estado em geral, chamar atenção para a nossa região, que tem ficado um pouco esquecida no contexto estadual.
MENSAGEM FINAL
Que mensagem o senhor deixa para o eleitor que busca um representante capaz de articular melhorias concretas para a nossa região nos próximos anos?
O eleitor tem a decisão dele ao deixar o voto na urna eletrônica. O que eu posso dizer ao eleitor é que este momento é muito importante e que ele vote com consciência, sem cair na ilusão de candidatos que queiram comprar votos ou oferecer vantagens, porque depois, por quatro anos, esses candidatos desaparecem da região. Eu chamaria atenção para que o eleitor vote com consciência, para ter um representante identificado com a região e que possa colaborar com a qualidade de vida da região e do próprio eleitor.






