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Country Bulls 2026: a batida que faz o coração de Rio Preto pulsar!

​Dizer que o Rio Preto Country Bulls é apenas um rodeio é simplificar demais. Quem esteve no Recinto de Exposições Alberto Bertelli Lucatto nestes últimos dias sabe exatamente do que estou falando: estamos vivendo a 28ª edição de um espetáculo que mistura adrenalina, tradição e muita sofisticação.
​O que Paulo Emílio e sua equipe entregam este ano é um verdadeiro case de sucesso. A vibe está diferente, com um toque renovado que contou, inclusive, com a participação da nova geração da família, que soube repensar o evento sem abrir mão da essência que tornou o “Bulls” uma referência nacional.
​Mais que festa, um propósito
O que me chamou a atenção — e precisa ser aplaudido — foi o viés social. O evento começou com o pé direito, destinando parte da renda da abertura e do encerramento (neste domingo, dia 12) para o Hospital de Base de São José do Rio Preto. Solidariedade e entretenimento andando de mãos dadas é a marca de um evento que se preocupa com a comunidade que o abraça.
​Segurança e tecnologia no topo
Esqueça aquela preocupação com grandes aglomerações. O RCB 2026 deu um show de gestão. Com uma central de monitoramento integrada à “Muralha Paulista”, a segurança se tornou um dos pilares do evento. É tranquilidade total para quem quer apenas curtir os shows e as montarias da PBR (Professional Bull Riders).
​O termômetro do sucesso
A grade musical? Um luxo só. De Traia Véia e Paulo & Nathan, que abriram os trabalhos, passando por Edson & Hudson, Wesley Safadão, Zezé Di Camargo, Gustavo Mioto, Natanzinho Lima, Gusttavo Lima, João Bosco & Vinícius e o encerramento com Leonardo e Panda… não tem como negar: é o line-up que o público pediu e merece.
​Além disso, a estrutura impressiona. Com palcos gigantescos (aqueles 24 metros de altura não passam despercebidos!) e espaços VIPs disputadíssimos — onde o after party faz a gente esquecer que o dia seguinte existe —, o Country Bulls movimenta a economia, lota a rede hoteleira e coloca Rio Preto, novamente, no centro das atenções do Brasil.
​O que fica de lição, até agora, é que o Country Bulls continua sendo o destino obrigatório de julho. Se você ainda não sentiu essa energia, ainda dá tempo de prestigiar esse espetáculo que, mais uma vez, provou que rodeio, música e gente bonita formam a combinação perfeita.


Crônica: A Juventude no Espelho do Tempo

Vivemos a era da vitrine, onde a vida virou um feed de alta resolução. Olho para a geração que chega agora e, confesso, sinto um misto de fascínio e preocupação. Eles têm o mundo na ponta dos dedos, mas parece que, às vezes, perderam a capacidade de sentir o chão onde pisam.
​A juventude de hoje vive uma velocidade que beira o atordoamento. O “querer” é imediato, o “ter” é urgente, mas o “ser”… ah, o ser deu lugar ao “parecer”. Criamos uma legião de jovens que editam a própria realidade antes mesmo de vivê-la.
​E no meio desse furacão digital, há um silêncio perigoso: o dos conselhos que não são ouvidos. Os pais, esses veteranos da vida que apenas desejam ver o brilho nos olhos dos filhos, hoje são frequentemente colocados em segundo plano. Aquela sabedoria que vem do suor e da vivência — o “GPS” emocional que os pais tentam passar — é descartada como algo “antiquado” ou “fora de sintonia”.
​Hoje, ouvir o pai ou a mãe parece exigir um esforço que muitos jovens não estão dispostos a fazer, distraídos que estão por algoritmos que prometem tudo, mas não entregam o essencial. Eles ignoram que, por trás daquela cautela paterna, existe um mapa desenhado pela experiência, um guia precioso que evitaria tantas quedas desnecessárias.
​O que me incomoda — e talvez aqui esteja a polêmica que muitos evitam tocar — não é a tecnologia, mas o esvaziamento do olhar. Antigamente, a gente aprendia pela observação, pelo erro e pelo respeito aos mais velhos. Hoje, a crítica é vista como ofensa, e o processo de aprendizado é atropelado pela necessidade de protagonismo instantâneo.
​Será que estamos formando uma geração de espectadores da própria vida, tão ocupados em transmitir que se esqueceram de aprender com quem já trilhou o caminho? A meritocracia, o suor, o tempo de maturação e a gratidão pela orientação familiar — esses valores parecem estar ficando fora de moda, soterrados por uma cultura que valoriza o atalho.
​A vida não é um story de quinze segundos. A vida acontece no intervalo, no respeito às raízes e no trabalho silencioso de quem constrói algo que dure mais do que uma tendência de rede social. Que eles acordem desse transe digital e percebam: ouvir quem nos ama e quer o nosso bem não é retrocesso, é estratégia de quem quer chegar longe.
​A juventude é um tempo maravilhoso para errar, mas um tempo perigoso para se perder de si mesmo. Que eles percebam, antes que o tempo voe, que o mundo real ainda é o único lugar onde a vida — com todos os seus ensinamentos — acontece de verdade.

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