Falar de visão, de competência e de desenvolvimento em Olímpia é, inevitavelmente, falar de Newton Ferrato. Como colunista social, que acompanha de perto quem realmente faz a diferença na nossa terra, é uma questão de justiça e de orgulho exaltar a trajetória desse homem de ponta a ponta.
À frente do Grupo Ferrasa e do sucesso estrondoso do Hot Beach, Newton demonstra uma lucidez impressionante. Não se trata apenas de administrar grandes negócios, mas de transformar a nossa cidade, antecipar o futuro e entregar excelência em cada detalhe, elevando o nome de Olímpia para o Brasil inteiro.
A consolidação do Grupo Ferrasa como uma potência no turismo, na hotelaria e no entretenimento reflete diretamente a força dessa liderança. O complexo Hot Beach Parques & Resorts não é só um marco arquitetônico e de lazer; é o resultado de uma mente brilhante que enxergou o potencial da nossa região quando poucos viam, gerando centenas de empregos, atraindo investimentos e projetando a nossa hospitalidade a patamares de padrão internacional.
Um líder completo, que une inteligência estratégica, inovação constante e um amor genuíno pelo que faz. Newton Ferrato é, sem dúvida, uma inspiração, um divisor de águas e um marco vivo na história de Olímpia.

Sobre a origem e o DNA do Grupo Ferrasa
O Grupo Ferrasa tem décadas de história e começou muito antes de Olímpia se consolidar como essa “Orlando brasileira”. Olhando para a trajetória da empresa, qual foi o momento exato em que vocês perceberam que o turismo seria o grande motor do grupo, superando os rumos originais de atuação?
Nossa história começou em 1981, quando fundamos a Ferrasa, inicialmente voltada para a construção civil. Éramos engenheiros, tínhamos muitos sonhos e uma vontade enorme de empreender e contribuir para o crescimento da nossa cidade.
Naquela época, Olímpia tinha uma realidade muito diferente da que conhecemos hoje. O turismo ainda estava começando, mas nós enxergávamos um potencial muito grande nas águas termais da região.
A virada aconteceu no início dos anos 2000, quando decidimos investir no turismo, primeiro com uma operadora e depois com o nosso primeiro resort ( O Hot Beach Razies- antigo Thermas Park Hotel) . Foi quando percebemos que não estávamos apenas construindo empreendimentos, mas ajudando a construir um novo futuro para Olímpia.
De lá para cá, seguimos acreditando, investindo e crescendo junto com a cidade. Hoje, ver o Hot Beach como o quarto parque aquático mais visitado da América Latina é motivo de muito orgulho.
O mais gratificante é olhar para trás e perceber que aquele sonho de alguns engenheiros se transformou em algo muito maior, que gera empregos, movimenta a economia e faz parte da história de tantas famílias.
Sobre gestão familiar e profissionalização
O grupo mantém uma forte essência familiar, com a segunda geração já assumindo papéis de grande destaque, mas com uma governança robusta. Como o senhor avalia o desafio de conciliar a cultura e os valores de uma empresa familiar com a necessidade de uma gestão corporativa altamente profissionalizada?
Eu acredito que uma empresa familiar tem algo muito valioso, que é a sua essência. São valores construídos ao longo de muitos anos, como respeito, honestidade, compromisso e vontade de fazer bem-feito.
Mas também sabemos que, para uma empresa crescer e se manter forte, ela precisa evoluir. O que nos trouxe até aqui não é necessariamente o que vai nos levar para os próximos 40 anos.
Por isso, a profissionalização é fundamental. Precisamos de pessoas preparadas, processos bem definidos e decisões tomadas com responsabilidade.
Ver a segunda geração participando dessa construção é uma satisfação muito grande. Ela traz novas ideias, uma visão atualizada do mercado e a energia necessária para continuar crescendo.
O grande segredo, na minha opinião, é conseguir evoluir sem perder os valores que nos trouxeram até aqui.

Sobre o modelo de negócios: parque e resorts
O ecossistema do Hot Beach integra parques aquáticos e múltiplos resorts. Do ponto de vista estratégico, qual é a maior vantagem competitiva desse modelo integrado e como vocês medem o equilíbrio entre atrair novos visitantes e fidelizar quem já se hospeda?
Nossa maior vantagem é conseguir oferecer uma experiência completa dentro de um mesmo complexo.
Hoje, o visitante encontra no Hot Beach muito mais do que um parque aquático. Temos quatro resorts em operação e está surgindo o quinto ainda esse ano ( Hot Beach You) , opções de gastronomia, entretenimento e experiências para diferentes perfis de público.
A família pode passar vários dias conosco e encontrar sempre algo diferente para aproveitar. Isso aumenta o tempo de permanência, fortalece o relacionamento com o cliente e faz com que ele tenha vontade de voltar.
Mas tão importante quanto conquistar novos visitantes é cuidar de quem já nos escolheu. Acompanhamos indicadores como ocupação, satisfação dos hóspedes e retorno dos clientes, porque acreditamos que a fidelização é consequência de uma boa experiência.
Nosso objetivo não é apenas receber o turista uma vez, mas fazer com que o Hot Beach se torne parte das melhores lembranças da vida dele.
Sobre o novo perfil do turista brasileiro
O comportamento do consumidor de viagens mudou drasticamente nos últimos anos, buscando cada vez mais experiências e personalização. Como o Grupo Ferrasa tem adaptado sua hotelaria e o entretenimento para atender a esse novo perfil de turista mais exigente?
O turista mudou muito. Hoje, ele não procura apenas um lugar para se hospedar ou um parque para se divertir. Ele busca experiências, conforto, praticidade e momentos que realmente valham a pena. E nós precisamos acompanhar essa transformação.
Por isso, temos procurado diversificar cada vez mais as nossas experiências. Cada um dos nossos resorts tem uma proposta diferente, desde quem procura diversão em família até quem deseja mais tranquilidade e contato com a natureza, como no Hot Beach Raízes.
Também seguimos investindo em novas atrações, gastronomia e espaços que oferecem mais conforto e exclusividade, como nossas cabanas e bangalôs.
Acredito que o segredo é ouvir o cliente e entender que cada família tem uma maneira diferente de aproveitar suas férias.
O turismo não é mais apenas sobre oferecer uma boa estrutura. É sobre como as pessoas se sentem e o que levam de lembrança daquela experiência.

Sobre inovação e tecnologia
Parques e resorts de grande porte exigem inovações constantes na experiência do cliente, desde a entrada no parque até a automação nos quartos. Quais tecnologias o senhor considera indispensáveis hoje e onde o grupo está apostando para o futuro próximo?
A tecnologia deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para qualquer empresa que queira crescer e oferecer uma boa experiência ao cliente.
No nosso caso, ela precisa estar presente tanto na operação quanto no relacionamento com o visitante. Já contamos com soluções como pulseiras inteligentes para facilitar o consumo no parque/ resorts e sistemas de controle da qualidade da água.
Mas eu acredito que a tecnologia precisa ter um propósito muito claro: facilitar a vida das pessoas.
Estamos sempre atentos às oportunidades de melhorar processos, tornar o atendimento mais ágil e conhecer melhor as necessidades dos nossos clientes.
E a inovação também está nas atrações. Precisamos continuar trazendo novidades que surpreendam o público e façam com que ele tenha novos motivos para voltar.
Para mim, a melhor tecnologia é aquela que o cliente quase não percebe, mas que faz toda a diferença na experiência dele.
Sobre sustentabilidade e ESG no turismo
O turismo de grandes massas, especialmente o setor de parques aquáticos, consome muita água e energia. De que maneira o Grupo Ferrasa tem estruturado suas práticas de sustentabilidade e eficiência energética para garantir um crescimento de longo prazo ambientalmente responsável?
A sustentabilidade é uma responsabilidade muito grande para quem atua no nosso setor, principalmente quando falamos de um parque aquático e de uma estrutura hoteleira do nosso porte.
Temos consciência de que o crescimento precisa acontecer de maneira responsável, com atenção ao uso dos recursos naturais e à eficiência das nossas operações.
Essa preocupação precisa fazer parte das decisões do dia a dia, desde a manutenção dos equipamentos até o planejamento de novos empreendimentos.
Também acredito que sustentabilidade vai além da questão ambiental. Ela envolve as pessoas, os empregos que geramos, o desenvolvimento da cidade e a responsabilidade que temos com as futuras gerações.
Afinal, não adianta construir um grande negócio pensando apenas no presente. Precisamos garantir que ele continue fazendo sentido daqui a 20, 30 ou 40 anos.

Sobre o ecossistema local e a concorrência
Olímpia cresceu exponencialmente e hoje existe uma sinergia — e também concorrência — muito forte entre os grandes players da cidade. Como o senhor enxerga a cooperação entre os empresários locais para manter o destino atrativo frente a outras regiões do país?
Eu sempre enxerguei a concorrência como algo positivo, principalmente quando ela faz com que todos busquem melhorar.
Olímpia cresceu porque muitas pessoas acreditaram no potencial da cidade e tiveram coragem de investir. Ninguém constrói um destino turístico dessa dimensão sozinho.
Cada novo empreendimento, cada atração e cada melhoria na infraestrutura ajudam a fortalecer Olímpia como um todo.
É claro que existe a concorrência entre as empresas, mas precisamos ter consciência de que, antes de disputar o turista, temos que fazer com que ele escolha Olímpia como destino.
Por isso, acredito muito na união entre empresários, poder público e toda a cadeia do turismo.
Quando Olímpia cresce, todos nós crescemos juntos. E quanto mais forte for o nosso destino, mais oportunidades teremos para continuar evoluindo.

Sobre mão de obra e formação de talentos
Crescer em um ritmo acelerado em uma cidade de médio porte traz desafios logísticos, especialmente na captação e retenção de talentos e mão de obra qualificada. Como o grupo tem lidado com essa questão e qual é a importância da formação local?
Sem dúvida, esse é um dos grandes desafios do nosso crescimento.
Quando começamos, Olímpia ainda estava dando seus primeiros passos no turismo. Hoje, temos um setor que exige profissionais cada vez mais preparados, em áreas muito diferentes, como hotelaria, gastronomia, entretenimento, manutenção e gestão.
A estrutura pode ser a melhor possível, mas são as pessoas que fazem tudo funcionar.
Por isso, precisamos valorizar nossos colaboradores, investir na formação profissional e, principalmente, criar oportunidades para que as pessoas possam crescer dentro da empresa.
Eu fico muito feliz quando vejo alguém que começou em uma função e, com dedicação e oportunidade, consegue assumir novas responsabilidades.
Mais do que construir parques e hotéis, queremos contribuir para a formação de pessoas e para o crescimento das famílias que vivem aqui. Esse também é um legado muito importante.

Sobre investimentos de longo prazo e expansão
Com os sucessivos aportes milionários anunciados pelo grupo em expansão e novos projetos, qual é o critério principal para decidir o momento certo de acelerar os investimentos ou pisar no freio diante de cenários macroeconômicos desafiadores no Brasil?*
Empreender no Brasil exige coragem, mas também muita responsabilidade.
Ao longo desses mais de 40 anos, já passamos por diferentes momentos econômicos, alguns muito favoráveis e outros bastante desafiadores. E aprendemos que não podemos tomar decisões olhando apenas para o cenário do momento.
Todo investimento precisa ser muito bem estudado. Avaliamos o mercado, a demanda, a viabilidade financeira e, principalmente, o que aquele projeto pode representar para o futuro do grupo.
Acredito que um dos nossos diferenciais sempre foi ter uma visão de longo prazo. Muitas vezes, começamos a planejar um empreendimento anos antes de ele se tornar realidade.
Isso não significa crescer a qualquer custo. Significa saber quando avançar e quando é necessário ter mais cautela.
Eu sempre digo que é preciso ter os pés no chão, mas nunca deixar de olhar para a frente. Foi assim que chegamos até aqui.
A grande pergunta: o futuro de Olímpia e o legado do Grupo Ferrasa
Com toda a sua vivência na construção dessa história, o que o senhor vê para o futuro olimpiense? Como imagina a cidade de Olímpia daqui a 10 ou 15 anos e qual o legado que o Grupo Ferrasa quer deixar cravado nessa transformação?*
Quando olho para Olímpia hoje, sinto um orgulho enorme. Porque eu conheci uma cidade muito diferente da que temos agora.
Vi Olímpia crescer, se transformar e conquistar um espaço de destaque no turismo brasileiro. E o mais bonito é saber que tivemos a oportunidade de participar dessa história.
Acredito que, nos próximos 10 ou 15 anos, Olímpia será um destino ainda mais completo, com novas atrações, mais investimentos e uma estrutura cada vez melhor para receber turistas de todo o Brasil.
Mas o crescimento precisa vir acompanhado de qualidade de vida para quem mora aqui. Precisamos pensar na infraestrutura, na capacitação profissional e nas oportunidades que queremos deixar para as próximas gerações.
Quanto ao legado do Grupo Ferrasa, eu gostaria que ele fosse lembrado não apenas pelos empreendimentos que construímos, mas pela contribuição que demos para transformar a nossa cidade.
Começamos como engenheiros, construindo obras. Com o tempo, percebemos que poderíamos construir algo muito maior: oportunidades, empregos, desenvolvimento e momentos felizes na vida das pessoas.
Se daqui a alguns anos eu olhar para trás e perceber que ajudamos a transformar Olímpia em uma cidade melhor, onde as pessoas têm orgulho de viver e trabalhar, vou ter a certeza de que tudo valeu a pena.





