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A EXCELÊNCIA DA LIDERANÇA: UMA HOMENAGEM A ANA BISELLI AIDAR

​Em uma recente e agradabilíssima troca de ideias com a Secretária de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo, Ana Biselli Aidar, ficou clara a razão de seu nome ser sinônimo de prestígio e eficiência. Estar diante de uma mulher de sua envergadura é testemunhar a perfeita harmonia entre a elegância pessoal e a competência técnica indomável.
​Com uma formação acadêmica brilhante — Doutora e Mestre em Administração pela FGV, além de graduada pelo SENAC — e uma trajetória consolidada no comando de gigantes do setor, como a Resorts Brasil, Ana trouxe para a gestão pública um dinamismo singular. Ela possui aquele dom raríssimo das grandes lideranças: a capacidade de navegar pelos mais diversos cenários com serenidade, visão estratégica e soluções precisas.
​Sua conduta exemplar, a escuta atenta e o leque admirável de recursos para impulsionar a diversidade e as rotas do nosso turismo fazem da sua gestão um verdadeiro case de sucesso.
Homenagear Ana Biselli Aidar nesta coluna é um ato de justiça à sua dedicação e ao brilho com que honra o Estado de São Paulo. Todo o meu aplauso e admiração a essa mulher extraordinária!

1. Inovação e Dados no Turismo

Secretária, o turismo global vive a era da personalização guiada por inteligência de dados. De que forma a Secretaria tem utilizado a tecnologia para mapear o comportamento do novo viajante e antecipar tendências de consumo no estado?

Os dados são a base para que o turismo cresça de forma planejada. Por meio do Centro de Inteligência da Economia do Turismo (CIET), acompanhamos fluxo de visitantes, empregos, empresas e comportamento do viajante. Em 2025, segundo o CIET, São Paulo recebeu 51,5 milhões de turistas — 2,8 milhões deles estrangeiros, recorde histórico — e o PIB do turismo chegou a R$ 341 bilhões, cerca de 9,75% da economia paulista.

Mas dado só gera valor quando chega a quem decide. Por isso, trabalhamos para que essa inteligência esteja ao alcance de municípios e empreendedores, ajudando a entender cada perfil de visitante e a oferecer a experiência certa para o público certo.

2. Descentralização e Destinos Emergentes

A capital paulista tem um poderio atrativo incontestável, mas o interior guarda joias preciosas. Como a gestão estadual tem trabalhado para ‘descomplicar’ o acesso e dar projeção internacional a polos turísticos fora do eixo tradicional?

A capital é a principal porta de entrada do país, mas São Paulo é muitos destinos em um só: natureza, gastronomia, cultura, turismo rural, religioso, de aventura e de entretenimento, no interior e no litoral.

Nosso trabalho é criar condições para que cada região desenvolva sua vocação: investimentos em infraestrutura nos municípios turísticos por meio do Dadetur, qualificação profissional, estruturação de produtos e promoção dirigida aos mercados mais adequados, no Brasil e no exterior.

O objetivo não é apenas atrair mais visitantes, mas fazê-los circular pelo território e permanecer mais tempo, distribuindo os resultados entre as regiões — sem deixar de fortalecer os destinos já consolidados.

3. Sustentabilidade e o Conceito ESG

O turismo moderno exige responsabilidade ambiental e social, o famoso conceito ESG. Quais são os principais projetos da pasta para certificar e incentivar práticas sustentáveis nos destinos paulistas, especialmente na hotelaria e grandes complexos?

A sustentabilidade precisa estar no planejamento dos destinos — e vai além do meio ambiente: inclui os impactos econômicos, sociais e culturais e a qualidade de vida de quem mora nas cidades turísticas.

Uma iniciativa nessa direção é a Rede de Inteligência do Turismo Sustentável (RITS), coordenada pelo CIET, primeiro ecossistema estadual de observatórios de turismo do país. A rede acompanha indicadores ambientais, socioculturais, econômicos e de governança.

A iniciativa privada tem papel decisivo: hotéis, parques e restaurantes podem avançar em uso eficiente de recursos, gestão de resíduos, acessibilidade e valorização das comunidades locais. Ao Estado cabe produzir informação, estimular boas práticas e articular parcerias. Sustentabilidade, hoje, é também fator de competitividade.

4. Economia da Experiência e Roteiros Temáticos

Hoje o turista não quer apenas visitar um lugar, ele quer vivenciar uma narrativa — seja na rota do vinho, do café ou da cultura caipira. Como a Secretaria tem estimulado a criação desses roteiros temáticos imersivos no interior?

São Paulo tem cadeias produtivas que já são, em si, histórias para contar. É essa a lógica das Rotas de São Paulo, programa do Governo do Estado com roteiros do vinho, do café, do queijo, da cachaça e da cerveja, que conectam o visitante ao produtor, à gastronomia e à história de cada território. Os guias temáticos da Setur seguem o mesmo caminho.

E o resultado aparece: em levantamento do CIET, os empreendimentos das Rotas do Café relataram, em 2025, aumento médio de 37% no número de visitantes e de 35% no faturamento.

Quando uma cadeia produtiva vira experiência turística, criamos novos negócios e valorizamos aquilo que cada região tem de único.

5. Infraestrutura Estratégica e Conectividade

Malhas viárias modernas e aeroportos regionais eficientes são o oxigênio do turismo. Como o Estado tem articulado parcerias para encurtar as distâncias entre os grandes emissores de turistas e as estâncias paulistas?

A conectividade é decisiva para a competitividade dos destinos. São Paulo tem grandes aeroportos internacionais, uma rede de aeroportos regionais e uma ampla malha rodoviária.

Trabalhamos em articulação com outras áreas do Governo e com o setor aéreo para ampliar a conectividade, especialmente no interior. O diálogo com as companhias aéreas ajuda a entender a demanda e a identificar oportunidades de novas rotas.

Mas a conectividade não termina no aeroporto ou na rodovia: inclui o acesso aos atrativos, a mobilidade dentro dos municípios e a informação para quem viaja. Infraestrutura, transporte, qualificação e promoção precisam caminhar juntos.

6. Grandes Projetos em Andamento

Mirando o desenvolvimento regional, quais são os grandes projetos turísticos estruturantes que a Secretaria tem atualmente em andamento no Estado de São Paulo e que prometem ser os novos marcos de atração de visitantes nos próximos anos?

Temos frentes complementares. A política de Distritos Turísticos cria condições para atrair investimentos em áreas de grande potencial — e Olímpia foi o primeiro Distrito Turístico do Estado. O Programa de Turismo Náutico estrutura o aproveitamento turístico do litoral, dos rios e das represas paulistas.

Ao lado disso, o Dadetur apoia obras de infraestrutura nos municípios turísticos, o CrediturSP facilita o acesso ao crédito para quem investe no setor e a Academia do Turismo SP amplia a qualificação profissional.

A estratégia é integrada: território, negócios e pessoas avançando juntos, para que o turismo gere resultados duradouros nos municípios.

7. O Impacto do Turismo na Autoestima Local

Muito se fala sobre o impacto econômico, mas o turismo bem feito transforma a autoestima das cidades e preserva identidades culturais. Qual tem sido o foco da Secretaria na valorização do patrimônio histórico e imaterial dos municípios paulistas?

Quando uma cidade reconhece o valor da sua história, da sua cultura, da sua gastronomia e das suas tradições, a própria comunidade se fortalece. O turismo tem papel importante nesse processo.

Nosso trabalho é transformar esse patrimônio em experiência turística sem perder a autenticidade — nas rotas ligadas às cadeias produtivas paulistas e em iniciativas voltadas às culturas indígenas e ao afroturismo. Olímpia, Capital Nacional do Folclore, mostra bem como tradição e turismo se fortalecem mutuamente.

Quando o morador percebe que aquilo que faz parte da sua história também tem valor para quem visita, ele se torna o primeiro guardião desse patrimônio.

8. A Visão Estratégica para o Interior e o Fenômeno de Olímpia

Para encerrarmos, olhando para o mapa paulista, o interior do estado tem dado aulas de empreendedorismo turístico. Olímpia, por exemplo, consolidou-se como um dos maiores fenômenos de entretenimento e águas termais da América Latina, atraindo milhões de visitantes e provando a força do turismo familiar e de parques. Qual é a sua visão estratégica sobre o potencial transformador do turismo no interior paulista, e como o modelo de sucesso de Olímpia inspira as diretrizes da Secretaria para o futuro do setor no Estado?

Olímpia é um dos grandes exemplos da capacidade de transformação do turismo no interior paulista. O município consolidou uma vocação, atraiu investimentos privados e construiu uma oferta competitiva no lazer familiar, que movimenta hospedagem, gastronomia, comércio, serviços e emprego.

Não por acaso, foi o primeiro Distrito Turístico do Estado, instituído em 2021 — reconhecimento de uma trajetória construída com empreendedorismo, planejamento e parceria entre poder público e iniciativa privada.

A principal lição de Olímpia, porém, não é a reprodução do modelo. Cada região tem características próprias. O que levamos dessa experiência é o método: identificar a vocação, estruturar uma oferta competitiva e criar condições para atrair investimentos. É essa a diretriz do nosso trabalho — destinos com identidade própria, que gerem oportunidades e benefícios para quem vive neles.

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